sábado, 23 de abril de 2016

Das utopias.

Eu tento ouvi-las, Bilac, em vão:
A Terra não deixa.
Gira, gira, de propósito.
Só pra eu perde-las.
Mal não há:
De olhos fechados, as ouço.
E que me tirem os olhos, os ouvidos!
Que me tirem o amor!
Que me tirem a esperança!
Que me tirem a fé!
Danem-se, que me tirem tudo.
Só não tirem de mim, Quintana,
A presença distante das estrelas.

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